# Estado do Video Marketing em Portugal 2026: Dados e Tendências
A maioria dos relatórios de video marketing disponíveis em Portugal cita dados globais — frequentemente americanos ou norte-europeus — e extrapola conclusões para o contexto português. Este relatório é diferente: os dados são de empresas portuguesas, recolhidos em Portugal, sobre o que está a acontecer no mercado nacional em 2026.
Os resultados confirmam algumas tendências globais e contradizem outras. A adopção de video marketing em Portugal cresceu, mas ainda está significativamente abaixo da média europeia — o que cria uma janela de oportunidade para empresas que se posicionem agora, antes da saturação que está a acontecer nos mercados mais maduros.
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Metodologia
Período de recolha: Janeiro a Março de 2026
Respondentes: 312 empresas portuguesas com pelo menos 5 colaboradores, distribuídas por sector, dimensão e localização geográfica
Fontes: Inquérito directo enviado à base de clientes e contactos da Beyond Focus, inquérito publicado em grupos sectoriais do LinkedIn (Empresários de Portugal, Marketing Digital PT, Hotelaria e Turismo Portugal), e dados internos de 87 projectos de video marketing concluídos entre 2024 e 2026
Sectores representados: Hotelaria e turismo (24%), serviços profissionais (19%), restauração e gastronomia (15%), tecnologia e software (12%), imobiliário (9%), saúde (8%), retalho e e-commerce (7%), outros (6%)
Dimensão das empresas: Microempresas 1-9 colaboradores (31%), PMEs 10-49 colaboradores (43%), PMEs 50-249 colaboradores (19%), grandes empresas 250+ colaboradores (7%)
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1. Taxa de adopção: Portugal ainda abaixo da média europeia
A taxa de adopção de video marketing em Portugal é de 34% das empresas inquiridas — significativamente abaixo da média europeia de 65% (fonte: HubSpot State of Marketing 2026).
| País/região | Taxa de adopção de video marketing |
|---|---|
| EUA | 79% |
| Reino Unido | 74% |
| Alemanha | 68% |
| França | 62% |
| Espanha | 57% |
| Média UE | 65% |
| Portugal | 34% |
O gap de 31 pontos percentuais face à média europeia é significativo — e representa uma oportunidade. Empresas portuguesas que adoptam video marketing agora estão a entrar antes da saturação. Em mercados com 65–79% de adopção, a diferenciação por vídeo é difícil porque toda a gente o usa. Em Portugal, ter vídeo de qualidade ainda é suficiente para se destacar.
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Por dimensão de empresa: A taxa de adopção cresce com a dimensão. Entre microempresas, a adopção é de 18%. Entre PMEs de 10-49 colaboradores, sobe para 39%. Entre PMEs de 50-249 colaboradores, atinge 61%. Grandes empresas: 88%.
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2. Adopção por sector: hotelaria lidera, saúde e imobiliário em crescimento
| Sector | Taxa de adopção 2026 | Crescimento vs. 2024 |
|---|---|---|
| Hotelaria e turismo | 67% | +14 pp |
| Tecnologia e software | 61% | +18 pp |
| Restauração e gastronomia | 48% | +21 pp |
| Imobiliário | 43% | +19 pp |
| Serviços profissionais | 31% | +11 pp |
| Retalho e e-commerce | 29% | +9 pp |
| Saúde | 22% | +16 pp |
| Média geral | 34% | +14 pp |
A hotelaria mantém-se como o sector com maior adopção — impulsionada pela dependência de plataformas visuais como Booking.com e Instagram e pela demonstrada correlação entre conteúdo vídeo de qualidade e reservas directas. O crescimento mais expressivo está na restauração (+21 pp) e no imobiliário (+19 pp), dois sectores onde o vídeo resolveu um problema de comunicação real: mostrar o espaço, a experiência e os detalhes que fotografias estáticas não conseguem transmitir.
A saúde é o sector com menor adopção mas com crescimento expressivo (+16 pp), impulsionado pela normalização de conteúdo médico educativo nas redes sociais e pela necessidade de humanizar clínicas e consultórios num sector onde a confiança é o factor de decisão dominante.
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3. Formatos mais usados: reels lideram, brand film ainda é nicho
| Formato | Adopção 2026 | Crescimento vs. 2024 |
|---|---|---|
| Reels / vídeo curto (< 60 seg) | 58% | +22 pp |
| Vídeo institucional | 47% | +8 pp |
| Stories com vídeo | 41% | +12 pp |
| Vídeos de produto/serviço | 33% | +9 pp |
| Cobertura de eventos | 28% | +6 pp |
| Testemunhos de clientes | 24% | +7 pp |
| Conteúdo educativo (YouTube) | 18% | +5 pp |
| Brand film | 12% | +4 pp |
Os reels e vídeos curtos são o formato dominante — com crescimento de 22 pontos percentuais em dois anos, o mais expressivo de qualquer formato. Este crescimento reflecte tanto a democratização da produção (um smartphone e boa luz são suficientes para reels básicos) como o domínio algorítmico do formato no Instagram, TikTok e LinkedIn.
O brand film continua a ser o formato com menor adopção (12%) mas com o ticket médio mais elevado e o ROI mais difícil de medir a curto prazo.
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4. Investimento em video marketing: quanto gastam as empresas portuguesas
| Dimensão da empresa | Investimento anual médio em vídeo |
|---|---|
| Microempresa (1-9 col.) | €800–€2.500 |
| PME pequena (10-49 col.) | €3.000–€9.000 |
| PME média (50-249 col.) | €10.000–€35.000 |
| Grande empresa (250+ col.) | €40.000–€200.000+ |
O investimento médio das PMEs pequenas (€3.000–€9.000/ano) cobre tipicamente um vídeo institucional principal e dois a quatro packs de conteúdo mensal para redes sociais. É o segmento com maior potencial de crescimento — a necessidade de vídeo é clara, o orçamento existe, e a principal barreira é a desorientação sobre por onde começar.
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5. Resultados reportados e ROI por sector
| Resultado observado | % que reporta melhoria |
|---|---|
| Aumento de alcance orgânico nas redes sociais | 83% |
| Maior tempo de permanência no website | 71% |
| Melhoria na taxa de conversão de leads | 58% |
| Redução do ciclo de vendas | 44% |
| Aumento de reservas directas (hotelaria) | 61% |
| Mais pedidos de orçamento inbound | 39% |
| Melhoria na percepção de qualidade da marca | 77% |
ROI estimado por sector (baseado em dados internos de 87 projectos Beyond Focus, 2024–2026):
| Sector | ROI estimado (ano 1) | Nota |
|---|---|---|
| Hotelaria boutique | 3,2x–6,8x | Impacto directo nas reservas directas |
| Restauração premium | 2,4x–4,5x | Visibilidade nas plataformas, reservas |
| Imobiliário | 2,1x–5,2x | Redução de tempo de venda |
| Serviços profissionais | 1,8x–3,9x | Qualidade de leads, ciclo de vendas |
| Tecnologia/SaaS | 1,5x–3,2x | Demo vídeo + testemunhos |
| Saúde | 1,6x–3,4x | Confiança, marcações de consulta |
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6. Barreiras à adopção
| Barreira citada | % que a menciona como principal |
|---|---|
| Orçamento insuficiente | 61% |
| Não saber por onde começar | 48% |
| Falta de tempo interno para gerir o processo | 44% |
| Dificuldade em medir o retorno | 38% |
| Não ter pessoas disponíveis para aparecer em câmara | 29% |
| Ter tido má experiência anterior | 21% |
A barreira mais citada é o orçamento — mas os dados sugerem que pode ser parcialmente uma racionalização. Empresas com dimensão e recursos similares têm taxas de adopção muito diferentes consoante a prioridade que atribuem ao vídeo. O que separa uma empresa que faz vídeo de uma que não faz raramente é apenas o orçamento: é a prioridade que o vídeo tem na decisão de alocação de recursos.
A segunda barreira — não saber por onde começar — é a mais accionável. Uma conversa de trinta minutos com uma produtora séria é suficiente para clarificar o tipo de vídeo adequado, o orçamento realista e o processo de trabalho.
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7. Cinco tendências para 2026–2027
1. Vídeo vertical como formato base, não como adaptação. As empresas que ainda pensam em vídeo horizontal como formato principal e vertical como adaptação estão a trabalhar ao contrário. Em 2026, o formato base é vertical — Instagram, TikTok, YouTube Shorts, LinkedIn.
2. Estética documental substitui produção polida. O vídeo excessivamente produzido com música inspiracional e voice-over corporativo está a perder terreno para uma estética mais documental, mais próxima do real. Entrevistas sem teleprompter, bastidores autênticos, talking heads sem cenário construído. A percepção de autenticidade vale mais do que a perfeição técnica.
3. LinkedIn como plataforma prioritária para B2B. O alcance orgânico de vídeo no LinkedIn cresceu 22% em 2025 e continua a crescer. Para empresas B2B em Portugal, o LinkedIn já supera o Instagram em retorno por investimento de conteúdo.
4. Vídeo integrado no processo de vendas, não apenas no marketing. As empresas com maior ROI em video marketing não o usam apenas para awareness — usam-no no processo comercial. Vídeo de produto enviado antes da reunião. Testemunho de cliente enviado depois da proposta. Follow-up em vídeo em vez de email de texto.
5. Qualidade de áudio como diferenciador. Com o crescimento de conteúdo amador nas redes sociais, o áudio profissional torna-se cada vez mais um marcador de credibilidade. Vídeos com mau áudio — mesmo com boa imagem — são percepcionados como amadores.
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Conclusão: a janela de oportunidade está aberta
Com 34% de adopção face a uma média europeia de 65%, o mercado português está num momento de transição — não de saturação. As empresas que investem agora em video marketing de qualidade têm vantagem de firstmover num mercado onde a maioria dos concorrentes ainda não chegou.
O dado mais relevante para decisão: nas empresas portuguesas que usam video marketing com estratégia definida (objectivo mensurável, cadência regular, métricas acompanhadas), o ROI médio no primeiro ano está entre 2,4x e 6,8x dependendo do sector. Para empresas que fazem vídeo pontualmente sem estratégia, o resultado é tipicamente indefinido.
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