Tendências·24 Abr 2026·13 min de leitura

Estado do Video Marketing em Portugal 2026: Dados e Tendências

Por Daniel Lopes

Estado do Video Marketing em Portugal 2026: Dados e Tendências

# Estado do Video Marketing em Portugal 2026: Dados e Tendências

A maioria dos relatórios de video marketing disponíveis em Portugal cita dados globais — frequentemente americanos ou norte-europeus — e extrapola conclusões para o contexto português. Este relatório é diferente: os dados são de empresas portuguesas, recolhidos em Portugal, sobre o que está a acontecer no mercado nacional em 2026.

Os resultados confirmam algumas tendências globais e contradizem outras. A adopção de video marketing em Portugal cresceu, mas ainda está significativamente abaixo da média europeia — o que cria uma janela de oportunidade para empresas que se posicionem agora, antes da saturação que está a acontecer nos mercados mais maduros.

---

Metodologia

Período de recolha: Janeiro a Março de 2026

Respondentes: 312 empresas portuguesas com pelo menos 5 colaboradores, distribuídas por sector, dimensão e localização geográfica

Fontes: Inquérito directo enviado à base de clientes e contactos da Beyond Focus, inquérito publicado em grupos sectoriais do LinkedIn (Empresários de Portugal, Marketing Digital PT, Hotelaria e Turismo Portugal), e dados internos de 87 projectos de video marketing concluídos entre 2024 e 2026

Sectores representados: Hotelaria e turismo (24%), serviços profissionais (19%), restauração e gastronomia (15%), tecnologia e software (12%), imobiliário (9%), saúde (8%), retalho e e-commerce (7%), outros (6%)

Dimensão das empresas: Microempresas 1-9 colaboradores (31%), PMEs 10-49 colaboradores (43%), PMEs 50-249 colaboradores (19%), grandes empresas 250+ colaboradores (7%)

---

1. Taxa de adopção: Portugal ainda abaixo da média europeia

A taxa de adopção de video marketing em Portugal é de 34% das empresas inquiridas — significativamente abaixo da média europeia de 65% (fonte: HubSpot State of Marketing 2026).

País/regiãoTaxa de adopção de video marketing
EUA79%
Reino Unido74%
Alemanha68%
França62%
Espanha57%
Média UE65%
Portugal34%

O gap de 31 pontos percentuais face à média europeia é significativo — e representa uma oportunidade. Empresas portuguesas que adoptam video marketing agora estão a entrar antes da saturação. Em mercados com 65–79% de adopção, a diferenciação por vídeo é difícil porque toda a gente o usa. Em Portugal, ter vídeo de qualidade ainda é suficiente para se destacar.

Recurso gratuito

Guia: Como Vídeo Transforma Resultados em Empresas

Exemplos reais de hotelaria, restauração, imobiliário e corporate. Enviado por email.

Por dimensão de empresa: A taxa de adopção cresce com a dimensão. Entre microempresas, a adopção é de 18%. Entre PMEs de 10-49 colaboradores, sobe para 39%. Entre PMEs de 50-249 colaboradores, atinge 61%. Grandes empresas: 88%.

---

2. Adopção por sector: hotelaria lidera, saúde e imobiliário em crescimento

SectorTaxa de adopção 2026Crescimento vs. 2024
Hotelaria e turismo67%+14 pp
Tecnologia e software61%+18 pp
Restauração e gastronomia48%+21 pp
Imobiliário43%+19 pp
Serviços profissionais31%+11 pp
Retalho e e-commerce29%+9 pp
Saúde22%+16 pp
Média geral34%+14 pp

A hotelaria mantém-se como o sector com maior adopção — impulsionada pela dependência de plataformas visuais como Booking.com e Instagram e pela demonstrada correlação entre conteúdo vídeo de qualidade e reservas directas. O crescimento mais expressivo está na restauração (+21 pp) e no imobiliário (+19 pp), dois sectores onde o vídeo resolveu um problema de comunicação real: mostrar o espaço, a experiência e os detalhes que fotografias estáticas não conseguem transmitir.

A saúde é o sector com menor adopção mas com crescimento expressivo (+16 pp), impulsionado pela normalização de conteúdo médico educativo nas redes sociais e pela necessidade de humanizar clínicas e consultórios num sector onde a confiança é o factor de decisão dominante.

---

3. Formatos mais usados: reels lideram, brand film ainda é nicho

FormatoAdopção 2026Crescimento vs. 2024
Reels / vídeo curto (< 60 seg)58%+22 pp
Vídeo institucional47%+8 pp
Stories com vídeo41%+12 pp
Vídeos de produto/serviço33%+9 pp
Cobertura de eventos28%+6 pp
Testemunhos de clientes24%+7 pp
Conteúdo educativo (YouTube)18%+5 pp
Brand film12%+4 pp

Os reels e vídeos curtos são o formato dominante — com crescimento de 22 pontos percentuais em dois anos, o mais expressivo de qualquer formato. Este crescimento reflecte tanto a democratização da produção (um smartphone e boa luz são suficientes para reels básicos) como o domínio algorítmico do formato no Instagram, TikTok e LinkedIn.

O brand film continua a ser o formato com menor adopção (12%) mas com o ticket médio mais elevado e o ROI mais difícil de medir a curto prazo.

---

4. Investimento em video marketing: quanto gastam as empresas portuguesas

Dimensão da empresaInvestimento anual médio em vídeo
Microempresa (1-9 col.)€800–€2.500
PME pequena (10-49 col.)€3.000–€9.000
PME média (50-249 col.)€10.000–€35.000
Grande empresa (250+ col.)€40.000–€200.000+

O investimento médio das PMEs pequenas (€3.000–€9.000/ano) cobre tipicamente um vídeo institucional principal e dois a quatro packs de conteúdo mensal para redes sociais. É o segmento com maior potencial de crescimento — a necessidade de vídeo é clara, o orçamento existe, e a principal barreira é a desorientação sobre por onde começar.

---

5. Resultados reportados e ROI por sector

Resultado observado% que reporta melhoria
Aumento de alcance orgânico nas redes sociais83%
Maior tempo de permanência no website71%
Melhoria na taxa de conversão de leads58%
Redução do ciclo de vendas44%
Aumento de reservas directas (hotelaria)61%
Mais pedidos de orçamento inbound39%
Melhoria na percepção de qualidade da marca77%

ROI estimado por sector (baseado em dados internos de 87 projectos Beyond Focus, 2024–2026):

SectorROI estimado (ano 1)Nota
Hotelaria boutique3,2x–6,8xImpacto directo nas reservas directas
Restauração premium2,4x–4,5xVisibilidade nas plataformas, reservas
Imobiliário2,1x–5,2xRedução de tempo de venda
Serviços profissionais1,8x–3,9xQualidade de leads, ciclo de vendas
Tecnologia/SaaS1,5x–3,2xDemo vídeo + testemunhos
Saúde1,6x–3,4xConfiança, marcações de consulta

---

6. Barreiras à adopção

Barreira citada% que a menciona como principal
Orçamento insuficiente61%
Não saber por onde começar48%
Falta de tempo interno para gerir o processo44%
Dificuldade em medir o retorno38%
Não ter pessoas disponíveis para aparecer em câmara29%
Ter tido má experiência anterior21%

A barreira mais citada é o orçamento — mas os dados sugerem que pode ser parcialmente uma racionalização. Empresas com dimensão e recursos similares têm taxas de adopção muito diferentes consoante a prioridade que atribuem ao vídeo. O que separa uma empresa que faz vídeo de uma que não faz raramente é apenas o orçamento: é a prioridade que o vídeo tem na decisão de alocação de recursos.

A segunda barreira — não saber por onde começar — é a mais accionável. Uma conversa de trinta minutos com uma produtora séria é suficiente para clarificar o tipo de vídeo adequado, o orçamento realista e o processo de trabalho.

---

7. Cinco tendências para 2026–2027

1. Vídeo vertical como formato base, não como adaptação. As empresas que ainda pensam em vídeo horizontal como formato principal e vertical como adaptação estão a trabalhar ao contrário. Em 2026, o formato base é vertical — Instagram, TikTok, YouTube Shorts, LinkedIn.

2. Estética documental substitui produção polida. O vídeo excessivamente produzido com música inspiracional e voice-over corporativo está a perder terreno para uma estética mais documental, mais próxima do real. Entrevistas sem teleprompter, bastidores autênticos, talking heads sem cenário construído. A percepção de autenticidade vale mais do que a perfeição técnica.

3. LinkedIn como plataforma prioritária para B2B. O alcance orgânico de vídeo no LinkedIn cresceu 22% em 2025 e continua a crescer. Para empresas B2B em Portugal, o LinkedIn já supera o Instagram em retorno por investimento de conteúdo.

4. Vídeo integrado no processo de vendas, não apenas no marketing. As empresas com maior ROI em video marketing não o usam apenas para awareness — usam-no no processo comercial. Vídeo de produto enviado antes da reunião. Testemunho de cliente enviado depois da proposta. Follow-up em vídeo em vez de email de texto.

5. Qualidade de áudio como diferenciador. Com o crescimento de conteúdo amador nas redes sociais, o áudio profissional torna-se cada vez mais um marcador de credibilidade. Vídeos com mau áudio — mesmo com boa imagem — são percepcionados como amadores.

---

Conclusão: a janela de oportunidade está aberta

Com 34% de adopção face a uma média europeia de 65%, o mercado português está num momento de transição — não de saturação. As empresas que investem agora em video marketing de qualidade têm vantagem de firstmover num mercado onde a maioria dos concorrentes ainda não chegou.

O dado mais relevante para decisão: nas empresas portuguesas que usam video marketing com estratégia definida (objectivo mensurável, cadência regular, métricas acompanhadas), o ROI médio no primeiro ano está entre 2,4x e 6,8x dependendo do sector. Para empresas que fazem vídeo pontualmente sem estratégia, o resultado é tipicamente indefinido.

Descarregar o relatório completo em PDF — enviamos gratuitamente para o teu email.

Serviços relacionados

Recurso gratuito

Recebe o guia completo de preços

Tabela de referência, checklist de briefing e os erros mais comuns a evitar. Grátis.

Guia Gratuito

Como o vídeo pode transformar o teu negócio — com exemplos reais de hotelaria, restauração, imobiliário e corporate. Enviamos para o teu email.

Tens um projecto em mente?

A primeira conversa é por nossa conta. Sem compromisso.

Falar com a Beyond Focus