Publicado a 8 min de leitura

Estado do Vídeo Marketing em Portugal 2026: Dados, Tendências e O Que Funciona

Segundo a Wyzowl, 89% das empresas já usam vídeo e 93% reportam ROI positivo. Mas em Portugal a maioria ainda trata o vídeo como despesa, e não como ativo. Os números globais, o que vemos no terreno e o que separa quem tem retorno de quem deita dinheiro fora.

Daniel Lopes, fundador e diretor da Beyond FocusDaniel LopesFundador e diretor da Beyond Focus
Na imagem: vídeos para as redes do Ohana Poke e do El Corte Inglés.Ver o projeto

O vídeo deixou de ser opcional. A pergunta já não é "devemos fazer vídeo?", é "porque é que o nosso vídeo não está a trazer resultados?". Este artigo reúne os dados globais mais recentes, o que observamos no terreno em mais de 50 projetos em Portugal, e o que separa as marcas que têm retorno das que deitam orçamento fora.

Os números globais que importam

Os relatórios anuais de referência do setor, State of Video Marketing da Wyzowl e os dados da HubSpot/Wistia, desenham um quadro claro nas edições mais recentes (2025-2026):

  • 89% das empresas usam vídeo como ferramenta de marketing.
  • 95% dos profissionais consideram o vídeo uma parte importante da sua estratégia.
  • 93% reportam um ROI positivo do vídeo, um dos valores mais altos de qualquer formato de marketing.
  • Mais de metade das empresas aumentaram o orçamento de vídeo; apenas 5% o cortaram.
  • Quando medem retorno, os profissionais olham para engagement (partilhas, comentários), visualizações e geração de leads / cliques.

A leitura é simples: o vídeo já não é diferenciador por existir. É diferenciador pela qualidade e pela estratégia por trás dele, porque toda a gente já o faz.

O que vemos em Portugal (dados de primeira-mão)

Os números acima são globais. No mercado português, pela nossa experiência direta em mais de 50 projetos com uma avaliação média de clientes de 9.6/10, e pelo que explicamos na nossa página de vídeo marketing em Portugal, vemos um padrão consistente:

  • A maioria das empresas portuguesas ainda trata o vídeo como uma despesa pontual, "precisamos de um vídeo", e não como um ativo de comunicação que trabalha o ano inteiro.
  • Os setores que mais cedo perceberam o retorno são a hotelaria (onde o vídeo influencia reservas diretas), a restauração (onde o conteúdo de redes sociais enche mesas) e o corporativo/industrial (onde o vídeo institucional comunica credibilidade a clientes e investidores).
  • O fator que mais separa um projeto com retorno de um sem retorno não é o orçamento nem o equipamento, é a estratégia definida antes de ligar a câmara.

Foi isto que vimos, por exemplo, no vídeo institucional para a fábrica portuguesa da Carl Zeiss em Setúbal, no filme para o Hotel Casa Palmela (Small Luxury Hotels) ou na cobertura para o grupo Highgate: o resultado vem do alinhamento entre objetivo de negócio e execução, não da quantidade de planos filmados.

Porque é que o vídeo converte

O vídeo funciona porque comprime, em segundos, aquilo que texto e imagem estática demoram parágrafos a transmitir: emoção, credibilidade e contexto. Um potencial cliente decide em poucos segundos se confia numa marca. O vídeo é o formato que ganha esses segundos.

Mas converter exige mais do que "ficar bonito". Exige uma mensagem certa, para a pessoa certa, no momento certo do funil.

Os 4 erros que travam o ROI

Ao longo dos nossos projetos, estes são os erros que mais vezes vemos destruir o retorno de um vídeo:

  1. Começar pela câmara, não pelo objetivo. Sem saber que ação queremos provocar, o vídeo fica bonito e inútil.
  2. Falar da empresa em vez de falar do cliente. "Somos líderes desde 1990" não converte. "Resolvemos este problema teu" converte.
  3. Um único vídeo para tudo. O vídeo que apresenta a marca não é o mesmo que gera vendas no Instagram. Formatos diferentes, objetivos diferentes.
  4. Não medir. Sem acompanhar engagement, leads e conversões, é impossível saber o que repetir e o que mudar.

Como medir o retorno do vídeo

Alinhado com o que o setor reporta, recomendamos medir em três níveis:

  • Atenção: visualizações, tempo de retenção, alcance.
  • Envolvimento: partilhas, comentários, cliques.
  • Negócio: leads gerados, reservas, pedidos de orçamento, vendas atribuídas.

O terceiro nível é o que importa, e o que a maioria ignora. Um vídeo com um milhão de visualizações que não traz um único cliente falhou; um vídeo com 5.000 visualizações que traz 10 clientes foi um sucesso.

O que esperar em 2026

  • Conteúdo vertical e curto continua a dominar a descoberta, mas o filme de marca de formato longo volta a ganhar peso para construir confiança e diferenciação.
  • A IA acelera a pós-produção e a personalização, mas valoriza ainda mais o que não se automatiza: direção criativa, história e produção com alma.
  • As marcas que vão destacar-se são as que tratam o vídeo como um programa contínuo, não como um evento isolado.

Conclusão

O vídeo já provou o ROI globalmente. Em Portugal, a oportunidade não está em "fazer vídeo", está em fazê-lo com estratégia enquanto a maioria ainda o trata como despesa. As marcas que perceberem isto primeiro vão ocupar o espaço mental dos seus clientes antes da concorrência.

Se queres tratar o vídeo como um ativo de negócio, e não como mais uma despesa, pede uma proposta. Resposta em 24 horas, sem compromisso.

Dados globais: Wyzowl (State of Video Marketing) e HubSpot/Wistia (State of Video). Observações de mercado: Beyond Focus, com base em 50+ projetos de produção audiovisual em Portugal.

Perguntas frequentes

Estas são as perguntas que nos fazem sobre este assunto.

A integração do vídeo nas estratégias de IA e de SEO. Os vídeos pensados para os AI Overviews do Google e o conteúdo vertical para as redes sociais estão a crescer no mercado português.

Muitas empresas portuguesas com presença digital já usam alguma forma de vídeo, mas poucas têm uma estratégia estruturada de vídeo marketing. Não conhecemos um estudo português recente com esse número; a nível global, a Wyzowl aponta para 89% das empresas.

Sim. Desde 2023 que a procura tem sido puxada pela digitalização das empresas e pelo crescimento do comércio eletrónico e do marketing de conteúdo.

O nosso trabalho

Se quer vídeos para as redes todos os meses, fale connosco.

Diga-nos o que precisa de mostrar e onde vai ser visto. Respondemos em 24 horas, em dias úteis.